quinta-feira, 24 de abril de 2014

Carinho

É o esbarrar das mãos,
a maciez da pele,
a suavidade do toque,
é querer acariciar a alma,
é querer unir os corpos e os espíritos,
como que num casamento.

Percorrendo a outra pessoa,
com a ponta dos dedos,
quase que a não relar,
é o desejo de tocar,
e o medo de violar,
é o querer manter o que se tem como perfeição,
é a vontade de sentir,
e o medo de nesse sentir
perder o outro,
o temor por misturar a si tão errôneo,
tão profano
com o que se acredita santificado.

É querer rezar ao santo
mas querer também que para atender ele desça do altar...


2 comentários:

  1. Amei! acho lindo demais! queria saber escrever poesias! parabéns! está tudo perfeito! bjossss

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