domingo, 20 de abril de 2014

Meu caso com Elis

 

 
Ao ver uma entrevista de Elis Regina me dou conta da grandiosidade que é essa mulher. Ali não há interpretações, ali é ela por ela mesma. É a cantora, a mulher, a mãe, a estrela, a Pimentinha, a melhor, a maior, a única, é Elis Regina.
 
 
 

Me lembro quando ouvi a voz de Elis pela primeira vez, por volta dos 12 ou 13 anos. A música primeira foi possivelmente Como Nossos Pais, depois vieram Casa No Campo, Redescobrir, Um Por Todos, Romaria, e muitas outras. Confesso que conheci a voz antes do rosto, e fui entender e me interessar pela que hoje é minha grande musa, pela sua arte, pela sua música.

Coloquei o cd pra tocar, era um conjunto com cerca de 180 músicas, baixei o volume para que ninguém mais escutasse, aquele momento foi extremamente único, apenas eu, e a voz que me encantaria, e me marcaria a alma até hoje e com toda a certeza de que continuará marcando nos próximos anos.
 
 

Tentei imaginar a Elis, mas nunca cheguei próximo de tal beleza. Quando comecei a ver suas fotos, posteriormente suas apresentações e entrevistas, fique embasbacada, era fantástica! Me apaixonei, e me deixei conduzir por essa mulher, de convicções tão fortes, de opiniões tão bem definidas, de uma humanidade, e ao mesmo tempo de um amor incalculável pelo que fazia. Elis nasceu pra cantar, e como ela mesmo dizia, não poderia, e nem saberia fazer outra coisa. Essa cantora tinha o espírito livre. Vendo uma de suas entrevistas em que ela está sentada num sofá, e com os pés em cima dele, percebo a sua liberdade, o não se preocupar com o que falam a seu respeito, já que é muito maior que qualquer julgamento.

Conforme ia lendo, vendo e ouvindo a respeito de Elis ia sentindo seu universo, claro que nunca saberei e também não quero saber tudo sobre ela, por que o move é a curiosidade, e por vezes o amor. Elis é pra mim um amor maior, e tudo que me desperta, me faz viva, faz parte desse amor maior.

Sou sim apaixonada por ela, pela mulher, pela voz, pela artista, e principalmente pelo ser humano.


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