Penso que todas as pessoas que encontramos e conhecemos são na verdade a concretização dos encontros que a nossa alma marca com outras almas. Acredito ser bem mais que acaso, as almas se escolhem a dedo. E assim foi feito com a da Menina do Mar e a minha. Essas almas travessas que prepararam tudo para um encontro improvável, mas que acarretou muitos momentos bons, e um dele, senão o melhor é Elis a Musical.
Elis a Musical era um espetáculo que não poderia ver com nenhuma outra pessoa, apenas com a Menina do Mar. Aquele foi momento capaz de envolver um conjunto de sensações, de emoções, uma mistura intraduzível que ainda agora não sei se entendo e nem sei se acredito.
Não foi e nem poderia ser um espetáculo qualquer, pois se tratando de Elis nada pode ser pouco, tem que ser tudo imenso, grande, pois de pequeno bastava-lhe o tamanho. A maior cantora do Brasil era também a menor, que contradição.
Depois de alguns meses imaginando, lá estávamos nós em busca de mais um pouquinho de Elis. Um misto de ansiedade, curiosidade e muita, mas muita alegria. Senti Elis, ou a "Élis" como preferia chamar o Tom, em todos os cantinhos daquele Teatro. As vésperas e durante a apresentação ela nos invadiu, nos preenchemos da Pimentinha, e ela de tão grande não ficou só dentro de nós, estava inteira naquele espaço, e garanto que em muitas vezes naquelas horas sua gargalhada gostosa e incomparável pode ser ouvida na outra dimensão.
O musical ia acontecendo, as músicas sendo cantadas e o desejo de não acabasse era nítido e ia aumentando.
São tantas as coisas que gostaria de descrever, mas não consigo, e talvez não o queira de verdade e nem possa.
Existem momentos que a gente vive e nunca consegue contar por completo, melhor assim, guardar na memória, a sete chaves, a oito se possível.
Mas o que quero dizer mesmo é:
Viva Elis!
Viva Pimentinha!
Viva dentro de nós!
E pra Menina do Mar, aquele muito obrigada, aquele abraço:
Só tinha que ser com você!

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