quarta-feira, 30 de abril de 2014

Angústia

É um nó na garganta,
a dúvida não sei de que,
a falta não sei do que ou quem,
um aperto no peito,
o calar da voz,
a dor,
a ferida sem nome,
o sangue sem cor.

Algo ruim,
uma lágrima demorada,
um sufocar constante,
uma luz apagada,
um livro caindo da estante.

Perdi-me por ai,
numa esquina qualquer,
deixei-me caminhar sem rumo,
esqueci de mim por tanto bendizer o outro,
eu esqueci minha voz, para ouvir o som de outra,
esqueci o meu rosto, para pendurar o quadro de outro na parede,
esqueci minha alma em qualquer encruzilhada,
num pacto com qualquer espírito.

Eu quero minha alma de volta,
eu quero a mim mesma,
quero poder gritar essa revolta,
sair de onde estou presa...


Nenhum comentário:

Postar um comentário