Confesso gostar de brincar de criança,
é uma brincadeira boa,
um jogo que dá esperança,
e que faço sempre que estou a toa.
Admito brincar de casinha,
imagino uma bem grande,
e bem diferente da minha,
desenho uma linda e cheia de livros na estante.
Brinco de bola também,
corro, faço o gol,
e na minha frente não há ninguém,
ganhei e todo mundo gritou.
Devaneio ser professora,
uma sala cheia,
onde ajudo a formar pessoas,
pessoas inteiras, já que não gosto das meias.
Me visto de bombeiro,
me faço herói,
eu salvo o mundo inteiro,
e acabo com aquele que distrói.
Eu brinco, e brinco mesmo,
sem ver limite,
pois cansei de ser preso,
e que ninguém me imite.
Esses jogos são só meus,
não cabem a uma pessoa normal,
são meus devaneios não seus,
e me são necessários para enfrentar o mundo real.
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