Perdi a mão para poesia,
agora as palavras preferem se arrumar em prosa,
não se agrupam como antes faziam,
não me ajudam a falar da rosa.
Agora querem temas mais sérios,
perderam a leveza,
em nada querem o mistério,
e a noite lhes causam estranheza.
Querem todos os "Is" com pingos,
não perdoam a vontade de voar,
não gostam de choramingos,
e nem querem falar do ato de amar.
São rígidas,
presas a regras,
são ariscas,
e para a alegria não dão trégua.
Ah, palavras ariscas...
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