Existem dias que jamais serão esquecidos, e não é por um momento, mas sim por um conjunto de sensações, de momentos, de companhias e também de coisas intraduzíveis.
Mas o domingo foi assim regado a Elis e a Adoniran, tem coisa melhor?
Elis está sempre com a gente, sempre comigo, num pensamento, em algo que vejo e lembro dela, e de alguma música.
Visitar o espaço onde Elis foi enterrada trouxe um misto de sentimentos, nós, eu e a Menina do Mar olhávamos pra aquele gramadinho que cobriu o caixão da Pimentinha a 32 anos atrás e o pensamento era um só, e ela projetou em palavras que no momento não consegui:
- Elis era Maior!
E quem é que duvida da grandeza dessa pequena? Elis era realmente maior, e o problema é que continuava crescendo, e isso o mundo não entende não. Essa coisa tão bonita... que é se permitir agigantar, é permitir a alma ficar leve, sem peso, e ao mesmo tempo ter força. Elis era isso era a mão que afaga sem ver distância, sem ver impedimentos, mas era também a pimenta mais ardida que já se viu quando lhe era necessário.
Elis era grande estava se tornando demais para o mundo pequeno, então foi pra um lugar onde crescer é permitido e é a lei!
Depois de sentir mais um pouquinho de Elis, foi a vez de Adoniran.
Como andar no Bexiga e não pensar em seu poeta?
Num bar com cara do Poeta do Bexiga é que continuou-se a experiência. O bar era pequeno, mas era imenso no que proporcionava, a liberdade, a falta de frescura, a democracia, um lugar pra todos que desejam um cantinho gostoso pra comer, mas também pra ouvir da nossa Santa MPB de cada e de todo dia.

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