sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que será feito de mim?

O que de mim para feito?
Quando a mão no pescoço apertar,
E o corpo sentir perder a vida?
E no chão gelado cair,
E se tornar inerte
Será que virá chuva?
E se vier,
Será que será forte?
Levará meu corpo?

O que será feito me mim?
Quando o mal tempo passar,
O sol aparecer
Apenas um corpo a mal cheirar.

O que será feito de mim?
Corpo, sem alma,
Morto, sem calma!

O que será feito de mim?

Numa rua qualquer,
Num canto qualquer,
Um corpo qualquer!
O que será feito?
O que será?
O que?

Sem vida,
Sem alma,
De corpo e só corpo!
Morto, e só morto
Mais um qualquer!

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