quinta-feira, 12 de junho de 2014

Tristeza do Poeta

E então se fez a tristeza do poeta,
que um dia chegou a achar,
que lhe cabia viver seus romances,
acreditou que podia amar.

Ô seu poeta,
por que não ficaste no seu canto,
por que foi olhar a moça,
e perder-se nesse encanto.

Por que não se contentaste,
com a musa de mentira
aquela que inventaste,
pra fazer sua poesia.

Ô seu poeta,
o amor não lhe cabe não,
ele é tão grande,
tão maior que seu coração.

Você quis e se apaixonou,
e agora fica ai,
remoendo tudo que sonhou,
e ela quis sair, foi embora.

Achou que escrever alegria era melhor,
e realmente era mais gostoso,
mas uma hora vem a tristeza,
a te por no lugar seu audacioso.

Vai! Brinca na beira do mar Poeta,
e esquece que a mesma água que te banha,
é aquela que te arrasta, pois tu não é atleta,
e agora choras, e de novo se acanha.

Fica no teu canto,
escreve teus poemas,
esquece desse encanto,
que só te traz dilemas...

 

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