A moça caminhava pela floresta, a noite caia e vinha com ela um mar sombrio chamado desconhecido e era exatamente isso que ela desejava. A alguns dias que pensava numa forma de encontrar a moça que havia perdido e pensou que se alguém quisesse fugir ou se esconder o melhor lugar para isso era aquele mar escuro.
Quando a noite caia não havia senhor nem escravo, homem ou mulher, existiam apenas sombras, umas fugiam, outras dançavam, mas ninguém reconhecia ninguém... Mas a moça era diferente de tudo que ela já vira e conhecia na vida.
Os cabelos ondulados, os olhos escuros e grandes, o corpo pequeno e os pensamentos imensos, a outra a reconheceria em qualquer lugar, com certeza.
Quando mais escuro mais convencido que encontraria a fugitiva ela tinha. Os barulhos cessavam e a escuridão crescia.
Ela caminhava, incansavelmente, com um único pensamento: encontrar a outra!
Ela pensava no cheiro, no calor da pele, nos cabelos, nos olhos que numas noites pareciam querer engoli-la.
De repente o silêncio da floresta foi tomado pelo canto assustador de um pássaro.
Ela se assustou e acelerou os passos, logo estava ofegante e desesperada. Teve medo. Gritou pelo nome da outra, mas não obteve resposta.
Pensou em voltar, mas quando percebeu já não sabia mais onde estava o caminho. Decidiu então que o melhor era prosseguir, no mínimo encontraria o que procurava, no máximo...não seria vista novamente.